terça-feira, 16 de novembro de 2010

Educar quem guia!


Há muito que a instrução de futuros pais devia de ser levada a sério. Muitos dos problemas que fazem com que as crianças sejam indefesas, pouco autónomas e inseguras advém dos comportamentos dos educadores, que incessantemente, educam as crianças como se vivêssemos noutro século, ou como se estas tivessem de viver como marionetas.

Diariamente, temos conhecimento de casos de bullying. Estes casos são um reflexo dos preconceitos existentes na sociedade actual e também de uma fraca intenção de acabar com os mesmos. A prática de bullying é um caso de preocupação para todos os educadores estejam eles mais ligados a uma escola, ou nem tanto. Os pais devem ser os primeiros responsáveis por estas práticas assombrarem as escolas, pois a principal vigia às crianças deve estar a cargo de quem, supostamente, se responsabiliza por elas. Porém, note-se o que se entende por “vigia”, não é controlo, nem deve ser uma dor de cabeça para os pais, pelo contrário, deve ser um prazer manter a atenção necessária aos nossos filhos, para que estes tenham uma infância repleta de conhecimentos que as levem a interrogar o que está mal, e assim criar melhores adolescentes e, consequentemente melhores adultos.

É por este, e por outros motivos, que apelo à criação de centros de formação de pais. Ninguém nasce ensinado, e muito menos ensinado a educar e a fazer feliz uma criança. Crie-se um curso, “Formação de pais”, criem-se disciplinas,”Direito das crianças”, “História do Século XXI”, “Cuidados e Mimos”, “A atenção certa”, “Brincar e Ensinar”, “O melhor do mundo é o que fazemos com o que as crianças nos dão”, e teremos um mundo muito melhor.

Gosto de pessoas que vêem a beleza que poucos conseguem observar. Como gosto de pais que saibam pensar num crescimento do seu filho de uma forma mais autónoma. Almada Negreiros dizia que, “Isto não é um país, é um sítio e ainda por cima, mal frequentado”. Eu prefiro dizer que este é um país com pais mal-educados que não sabem ensinar os seus filhos a crescer. É por querer que este país tenha melhores pais que apelo à formação destes educadores.

Para que, qualquer dia as crianças não tenham que criar sindicatos, que se crie instrução para os pais. Que se perceba que as crianças precisam de tanta atenção como autonomia. Que se comece a educar quem guia.

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