
O tempo não quer, nem deve, parar. Mas a saudade deixa a lágrima escondida libertar-se para um mundo onde sentimos sem olhar, sem olhar quem não quer sentir como nós! Estou no terceiro período do meu 12º ano e o “secundário” foge-me das mãos como água.
A nostalgia tem aparecido dia após dia de uma forma estranha e difícil, ou seja, de uma forma que custa a aceitar e que jamais pode ser desprezada. São seis anos no mesmo espaço! Podemos reduzir em muito sumo estes seis anos escolares. São muitos dias, muitas horas de trabalho e suor passados com muitas pessoas comuns, durante tanto tempo, e que, ainda no mesmo local, já deixam tanta saudade. Não sei como será daqui a seis anos. Não sei se terei o mesmo sentimento no auge. Não sei sequer como posso estar. Sei sim que jamais esquecerei estes seis anos que me transformam em noventa por cento do que sou hoje! De cada canto, a cada lugar, a cada funcionário, a cada professor; do colega que apenas me ouviu dizer umas parvoíces para um funcionário e a partir daí nunca mais parou de contender com a minha pessoa, aos melhores amigos, e entenda-se por amigo todos aqueles que riram comigo, nunca os esquecerei.
Disse recentemente que tinha uma escola preparada para todo o tipo de ensino, para o bom e para o mau, e do melhor ao pior … E não retiro qualquer palavra, aprendi nesta escola a ser “pessoa nos dias de hoje”. Dias que andam afectados pelo: “salve-se quem puder”...
Confesso que já senti a maior paixão pela escola onde estou, mas a esta paixão começou a faltar uma coisa, o olhar na mesma direcção para atingir os mesmos objectivos, ou seja, a glória de todos. Mas é rara a paixão que tem e consegue os mesmos objectivos. Entenda-se por escola todos os que a compõem, desde alunos, funcionários aos “mestres” professores. Assim, considero que a fogueira, que iluminou tantas vezes esta escola, está congelada. Tudo foi feito para que a fogueira se apagasse, mas nem nada, nem ninguém conseguiu que ela se apagasse. Apenas conseguiram que permanecesse como um vulcão adormecido, ou como me apetece caracterizá-la: congelada! Dizem que congelar seja o que for é sempre um bom modo de conservação e sempre quis que a paixão ficasse bem conservada, já que me fez tantas vezes feliz.
Terminando, vou ter saudades de tudo o que esta escola me deu e, sem dúvida, vou ter muitas mais saudades de tudo o que eu pude dar a esta escola. Agora, não sei que hora é esta, sei sim que “É a hora”… Hora de sentir que o “adeus” tem que existir, e que o segredo da vida está em descobri-la e, para isso, é preciso virar a página.
Ah! Lembrei-me! É a hora de ter noção que os dias passam…

1 comentário:
Apetece-me tirar tudo cá de dentro e, sem olhar ao "politicamente correcto", ir em frente... e partilhar contigo estas ideias, esta nostalgia dos dias que passam... A escola, Edgar, foi e é, para ti, a Aprendizagem, no verdadeiro sentido. Gostava que não tivesses vivido certos momentos, que não tivesses experimentado algumas sensações.... mas, implacavelmente, nada volta atrás. Recorda a outra parte! E tens tanto, mas tanto!!!!!
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