
Final do filme! Bato palmas, assusto-me comigo! Porque comecei a bater palmas no final do filme? Estou em casa, sozinho, ninguém me ouve, os actores estão na televisão, também não me vão ouvir… O instinto do coração revelou-se nas palmas.
“O Diário da Nossa Paixão” ou, não ficaria melhor, “A Loucura da Nossa Paixão”? Amor e a loucura conjugam-se como duas mãos dadas uma à outra. Para além da loucura, que mais à frente explicarei, é de realçar que se trata do Primeiro Amor. Aquele amor que é o único que nos mostra o que é o verdadeiro amor. Pode ser que nos mostre muitos outros amores, como foi o caso, mas é o único, que não quer ser esquecido, nem negado. Como em tantas tragédias que conhecemos, o Primeiro Amor sofre, apenas por não poder continuar. Allie com dois amores, e com uma escolha a fazer, escolheu o primeiro, porque primeiro só há um! Allie pensa que tem várias escolhas, para mim, a escolha foi sempre uma única! E daí, vem este filme que incrivelmente, mostra que, o importante é nunca desistir. A naturalidade de Noah é nítida. Nunca deixou que, o que um dia prometera fosse esquecido!
A loucura pode ser um combinado de excentricidade com um amor à diversão, sem medo das consequências. Será o amor um acto de loucura? Parece que sim e eu não tenho dúvidas! Ser romântico é ser louco. É ser cavaleiro numa batalha e dançar com o cavalo invés de lutar pela pátria. É ter consciência que posso ser feliz. É fazer. É desfazer. É mostrar que não temos vergonha do que somos e, muito menos, de o mostrar. É conhecer-nos. Estar a ouvir musica e libertar-nos, como pássaros, ao som dela. É escrever e pensar que quem lê as nossas palavras sentirá tudo, menos o que estamos a sentir. É ser livre. Allie não era livre, mas o amor e a loucura conseguiram criar a metamorfose necessária! A loucura presente em Noah é fundamental para o filme: saltar para a roda, na feira e poder morrer; sair do autocarro em andamento por ter vislumbrado ao longe a sua Allie; por acreditar que passados tantos anos Allie voltaria à casa que tinha pedido; por precisar de dinheiro e nunca ter vendido a casa que construiu…
A beleza dos príncipes, Allie e Noah, o encanto e a magia da sombra da lua no lago que tanta tranquilidade nos transmite. O maravilhoso piano que com o cuidado dos dedos delicados de Allie, nos promete um “Até Depois!”. Cada pormenor para o amor estar no trono ao lado da loucura!
Nada mais bonito que os beijos que vemos neste filme. Puro amor transmitido a quem vê o filme… A fluidez da nudez, que de tão quente, parece magma de um vulcão. Vulcão este, que é o coração de Allie e Noah, coração que entra em erupção quando o amor se sente no auge, no topo dos topos, em primeiro lugar! Coração que com temperaturas tão elevadas se faz derreter por si mesmo, e assim, é possível o grande amor, o Primeiro Amor dos dois! Talvez por ser o primeiro amor de ambos, que eles conseguem lutar por tudo!
Admiro a atitude do pai de Noah, vendera sua casa para ajudar o filho a reconstruir um sonho. Generosidade que Noah herdou, sendo sempre generoso para si mesmo, acreditando que um dia teria Allie de volta. Basta um beijo, louco e cru, para mostrar o nu da paixão nítida e magnífica que a história nos dá! Sempre considerei as aves o símbolo do amor. No filme podemos ver as aves durante o pôr-do-sol, durante o passeio de barco de Allie e Noah. Tudo tão perfeito. Até a dor é perfeita, amor que é amor tem que se sentido seja sofrido ou mais alegre, mas para um dia, ter pleno e saudável amor, temos que sofrer para aprender a amar! Frases como: “Amei alguém com todo o meu coração e com toda a minha alma”, “Amo-te. Sabias?”, “mal sai do hospital e tenho saudades dela” ou ainda, “A vossa mãe é a minha casa” são tão doces de ouvir que criam um ambiente perfeito quando vimos este filme. O amor foi muitas vezes condicionado, inicialmente pelos pais de Allie, depois pelo noivado criado entre Allie e Lon Hammond Jr. E por fim, no final da história, pela doença crónica de Allie… O amor ainda é representado pela insistente dança, pelo passeio de barco que transforma a ideia de Veneza muito mais natural.
Terminando, as últimas cenas são de profunda sensibilidade, o amor parece enaltecer quando é representado pelas personagens mais velhas e perceber que o amor é exactamente o mesmo, apenas passaram muitos anos, é maravilhoso. Creio que o milagre esperado foi conseguido através de tal amor mágico. A minha cena de eleição é no barco, quando o sorriso de ambos cresce e a chuva cai pesadamente sobre os rostos alegres…
Será um dos filmes da minha vida, não tenho dúvida. Aconselho verem, a quem gostar de uma deliciosa história de amor e a quem não gostar, aconselho a verem, por uma história de pura loucura apaixonante. Sem nenhum esquecimento…
“Até Depois”…

1 comentário:
vc conseguiu transmitir o filme em palavras da mema forma qwe eu senti. assisti ontem a noite e meu rosto esta enxado de chorar, muita emoçao, tambem quero viver uma historia de amor similar ao menos.espero manter contato,se puder me indiqwe outros filmes deste genero, passar bem.tenho face e e-mail
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