terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Gostar de nós!

Acredito que cada vez mais as pessoas gostam menos de si próprias e preferem os outros! Diz-se que as pessoas olham muito para dentro de si e não vêem o mundo que as rodeia, pensando apenas no que lhes diz respeito. Discordo completamente. E acredito que cada vez gostamos menos de nós!

Às vezes, digo e oiço a frase: “cada vez gosto mais de mim”, expressão dita sempre que lamentamos uma atitude alheia… Confesso que gostava de a ouvir muitas mais vezes. Considero que começou a existir uma extinção de genuinidade essencial ao mundo que torna a vida muito mais digna de existir. Diminuiu a brincadeira, diminuíram os sorrisos e, pior que tudo, diminuíram os sorrisos quando se brinca. Porque é que não entendem que ninguém brinca sozinho? Porque é que pensam que, para manter respeito, é preciso sermos sisudos? Porque é que não sentem autêntico gozo ao repararem que os adolescentes brincam? Ou não sabem o que é brincar ou sentem mesmo inveja de não poder cometer os erros que se cometem numa idade como a nossa, apenas porque “parece mal”… Cometer os erros que nos fizeram felizes outrora é voltar a viver! E que se entenda bem a minha definição de “erro”. Neste contexto, são loucuras que, infelizmente, só existem quando estamos na bela mocidade e deixam de existir, mais uma vez, porque “parece mal”. Brincar sozinho nunca pode ser brincar. Brincar sozinho é uma forma de iludir a falta de brincadeira… Penso que a confusão persista entre “estar entretido” e “estar a brincar”, embora estando a brincar se está entretido, estar entretido não é sinónimo de estar a brincar. A diferença existe e é grande!

Não quero magoar os vossos olhos com a minha escrita, quero apenas que me compreendam! E, sinceramente, lamento que os trogloditas não tenham sabido rir! Seria, actualmente, tudo bem diferente. A sociedade toma tudo demasiado a sério, não consegue sentir que um sorriso enriquece muito mais um dia de alguém do que a seriedade arrogante que raramente é séria! Eis um outro problema: que seriedade é séria? A falsidade perdura como sempre nas mentes ostracizadas do mundo que se quer vivido. Li, uma vez, numa camisola de uma menina linda, que brincava alegre na praia, a seguinte expressão: “Love Who You Are” e nunca mais me esqueci da forma como ela, brincando, conseguia que o dia cinzento que estava se tornasse no melhor dia de praia do ano, pelo menos, para mim.

Gostava que cada vez mais as pessoas gostassem de si. Também sei que é preciso gostarem de nós para que isso aconteça, por isso, vamos gostar de pessoas! Que na escola se entenda que conciliar sorrisos com os jovens, esquecendo o “parece mal”, se consegue uma aprendizagem com muito mais sucesso. E uma escola será sempre melhor quando nela se ensinar a gostarmos de nós…

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Frases Perdidas e Eu?

Perdido, além, voando… Com medos e sem ninguém! Embora sorrindo, sei saber porquê! Grito. Liberto-me com o quê? Com frases perdidas? Já experimentei. Não resulta! Frases perdidas que nos ajudam a sentir a vida com os cinco sentidos… Sentidos que tudo fazem para nos encontrarmos no nosso mundo.

Não tenho dúvida que os melhores remédios da alma são os cinco sentidos: o gosto, a audição, o olfacto, a visão e o tacto … Acho que cada um de nós tem uma preferência no sentido que melhor se adequa, mas quem é indiferente a um sabor divinal que nos apaixona e faz com que nos derretamos só com um leve toque de língua? Quem não gosta de música, seja para dormir, seja para acordar, seja para qualquer momento, até para os de silêncio? Quantos seres que, através de um simples cheiro, diferente do normal mas apetecível, se aproximam da sua fonte e vibram, subindo a outra dimensão mágica, que, boa ou má, nos faz nunca mais esquecer da dita essência? “Uma imagem vale mais que mil palavras”, será verdade? Talvez. A visão permite que tudo se torne bem mais real à nossa mente, que automaticamente transforma o que vimos em bom ou em mau… Nada melhor que ver e ter noção de toda a grandeza do bem e do mal de cada objecto e sentimento que nos rodeia! Por fim, o tacto… Quem não precisa de um abraço bem apertado? Quem esquece um beijo sentido e desejado através de lábios quentes e frios que, ao toque, se perdem e se deliciam com a diferença de temperaturas? …

Naturalmente e por regra, diabolizamos tudo aquilo que desconhecemos. O ser humano, embora tenha noção do perigo, aproxima-se da diferença. Parece que existe algo na diferença que desperta, inevitavelmente, atenção a quem, por norma, se interessa por tudo aquilo que não é tão provável como possamos imaginar. A diferença é o horizonte de muitos pioneiros.

Na natureza, onde tudo parece ser natural, existe uma fórmula que domina todos os sobreviventes deste mundo. Não existe melhor perspectiva dos cinco sentidos como na natureza. Um simples e maravilhoso pássaro mostra a música do seu cantar melodioso com a conjugação de cores bestiais entre as suas penas. Uma paisagem de verde esculpida em rocha por um vento de gladiador mostra o infinito que a nossa mente pode sentir quando quer sonhar…

Não é o pouco ou muito, é o pouco mas bem feito, ou seja, eu não tenho que pensar muito, mas quando pensar, pensar mesmo!

De repente, apetece-me perguntar-lhe o que é que ela quer? Que eu divida o coração em pequenos cubos doces, como chocolate? E que ela os coma um a um, deliciosamente? Nem pensar, não sou carne para canhão… Não vou cair nas mesmas frases perdidas que funcionam como resposta.

Que mundo longínquo do amor verdadeiro! Porque temem o tempo, as pessoas, os dois lados da rua, o que é verdadeiro? Todos querem brilhar, uns conseguem, outros não sabem conseguir… Não se sabem envolver nas paixões, combustões que dão origem a labaredas que endurecem o amor sentido para lá do que se vê. Óscar Wilde dizia: “… o fogo o que não destrói, endurece”… E como tantas outras vezes, tem razão. Pensando bem, ainda considero que muito difícil é esperar pelo tempo, ou seja, esperar pelo que não nos compete. Fácil é o tempo esperar por nós, é só querermos!

Se a culpa é da nossa vontade, não duvido! Se a culpa é da natureza, duvido!

Sentindo a natureza… Sintam-me!

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Por um filme: “O Diário da Nossa Paixão”


Final do filme! Bato palmas, assusto-me comigo! Porque comecei a bater palmas no final do filme? Estou em casa, sozinho, ninguém me ouve, os actores estão na televisão, também não me vão ouvir… O instinto do coração revelou-se nas palmas.

“O Diário da Nossa Paixão” ou, não ficaria melhor, “A Loucura da Nossa Paixão”? Amor e a loucura conjugam-se como duas mãos dadas uma à outra. Para além da loucura, que mais à frente explicarei, é de realçar que se trata do Primeiro Amor. Aquele amor que é o único que nos mostra o que é o verdadeiro amor. Pode ser que nos mostre muitos outros amores, como foi o caso, mas é o único, que não quer ser esquecido, nem negado. Como em tantas tragédias que conhecemos, o Primeiro Amor sofre, apenas por não poder continuar. Allie com dois amores, e com uma escolha a fazer, escolheu o primeiro, porque primeiro só há um! Allie pensa que tem várias escolhas, para mim, a escolha foi sempre uma única! E daí, vem este filme que incrivelmente, mostra que, o importante é nunca desistir. A naturalidade de Noah é nítida. Nunca deixou que, o que um dia prometera fosse esquecido!

A loucura pode ser um combinado de excentricidade com um amor à diversão, sem medo das consequências. Será o amor um acto de loucura? Parece que sim e eu não tenho dúvidas! Ser romântico é ser louco. É ser cavaleiro numa batalha e dançar com o cavalo invés de lutar pela pátria. É ter consciência que posso ser feliz. É fazer. É desfazer. É mostrar que não temos vergonha do que somos e, muito menos, de o mostrar. É conhecer-nos. Estar a ouvir musica e libertar-nos, como pássaros, ao som dela. É escrever e pensar que quem lê as nossas palavras sentirá tudo, menos o que estamos a sentir. É ser livre. Allie não era livre, mas o amor e a loucura conseguiram criar a metamorfose necessária! A loucura presente em Noah é fundamental para o filme: saltar para a roda, na feira e poder morrer; sair do autocarro em andamento por ter vislumbrado ao longe a sua Allie; por acreditar que passados tantos anos Allie voltaria à casa que tinha pedido; por precisar de dinheiro e nunca ter vendido a casa que construiu…

A beleza dos príncipes, Allie e Noah, o encanto e a magia da sombra da lua no lago que tanta tranquilidade nos transmite. O maravilhoso piano que com o cuidado dos dedos delicados de Allie, nos promete um “Até Depois!”. Cada pormenor para o amor estar no trono ao lado da loucura!

Nada mais bonito que os beijos que vemos neste filme. Puro amor transmitido a quem vê o filme… A fluidez da nudez, que de tão quente, parece magma de um vulcão. Vulcão este, que é o coração de Allie e Noah, coração que entra em erupção quando o amor se sente no auge, no topo dos topos, em primeiro lugar! Coração que com temperaturas tão elevadas se faz derreter por si mesmo, e assim, é possível o grande amor, o Primeiro Amor dos dois! Talvez por ser o primeiro amor de ambos, que eles conseguem lutar por tudo!

Admiro a atitude do pai de Noah, vendera sua casa para ajudar o filho a reconstruir um sonho. Generosidade que Noah herdou, sendo sempre generoso para si mesmo, acreditando que um dia teria Allie de volta. Basta um beijo, louco e cru, para mostrar o nu da paixão nítida e magnífica que a história nos dá! Sempre considerei as aves o símbolo do amor. No filme podemos ver as aves durante o pôr-do-sol, durante o passeio de barco de Allie e Noah. Tudo tão perfeito. Até a dor é perfeita, amor que é amor tem que se sentido seja sofrido ou mais alegre, mas para um dia, ter pleno e saudável amor, temos que sofrer para aprender a amar! Frases como: “Amei alguém com todo o meu coração e com toda a minha alma”, “Amo-te. Sabias?”, “mal sai do hospital e tenho saudades dela” ou ainda, “A vossa mãe é a minha casa” são tão doces de ouvir que criam um ambiente perfeito quando vimos este filme. O amor foi muitas vezes condicionado, inicialmente pelos pais de Allie, depois pelo noivado criado entre Allie e Lon Hammond Jr. E por fim, no final da história, pela doença crónica de Allie… O amor ainda é representado pela insistente dança, pelo passeio de barco que transforma a ideia de Veneza muito mais natural.

Terminando, as últimas cenas são de profunda sensibilidade, o amor parece enaltecer quando é representado pelas personagens mais velhas e perceber que o amor é exactamente o mesmo, apenas passaram muitos anos, é maravilhoso. Creio que o milagre esperado foi conseguido através de tal amor mágico. A minha cena de eleição é no barco, quando o sorriso de ambos cresce e a chuva cai pesadamente sobre os rostos alegres…

Será um dos filmes da minha vida, não tenho dúvida. Aconselho verem, a quem gostar de uma deliciosa história de amor e a quem não gostar, aconselho a verem, por uma história de pura loucura apaixonante. Sem nenhum esquecimento…

“Até Depois”…

domingo, 6 de setembro de 2009

Por um filme: "O Grande Peixe"


Persistente, conseguiu! Depois de tanta pressão conseguiu que eu tivesse mais uma aula, ou melhor, aprendesse com um grande filme, que de grande tem tudo, até o título: Big Fish, O Grande Peixe! É este o filme de que vos vou falar…

Apaixonante *.*, Assustador, estimulante, intrigante, com suspense, inteligência , muito exagero e fantasia que é suficiente para transformar várias vidas dentro e fora da historia do filme. Devo um obrigado à persistente, ela sabe quem é =P, estou muito agradecido, e fica descansada que foi uma pressão excelente, pelos vistos, ainda há boas pressões …

Podia falar outra vez da importância da loucura e conseguir conjugá-la com a perfeita fantasia existente no filme, mas quero pensar na fantasia conjugada com a realidade. No filme reparo em muitos pormenores fundamentais e interessantes.”Um peixe será grande se crescer num lago grande mas, será pequeno se crescer num lago pequeno”, esta afirmação diz muito do que se passa em Portugal. Quantas vezes não ouvimos, “se tivesse nascido noutro país era conhecido em todo o mundo, nasceu em Portugal é o que é…”? Mas ainda posso lembrar esta outra frase: “peixe grande em lago pequeno não se deixa apanhar”, para mim, e neste caso, penso que o pensamento mais fácil seja: grande é um perfeito sinónimo de inteligente. Entendo que alguém bem grande, que tenha uma personalidade gigante e muito digna, sem nada a temer, dentro de um aquário minúsculo, onde todos o querem comer e não conseguem devido à perícia que naturalmente dispõe.

É impressionante como em tantos filmes a mensagem primordial é apenas uma: “o segredo está no acreditar”… O belo contador de histórias acreditava que se a fantasia fizesse parte da sua vida, tudo o que fosse fantasia aos olhos de outros, para ele seria realidade fundamental para viver. Para triste basta a vida, enfeitá-la a nós nos diz respeito. Poucos têm a capacidade de transmitir sensações distantes e diferentes e ao mesmo tempo acreditar realmente no que se diz, porém, o veterano génio contador de histórias tinha essa capacidade.

Tenho a certeza que o que nos falta muitas vezes é confiança. É o acreditar que tudo pode ser possível que resolve sempre o nosso mundo.

A verdade, às vezes, está a mais… Por vezes a verdade não ajuda, a verdade não tem que ser obrigatoriamente nossa, e para viver, às vezes a verdade está a mais… No filme, a verdade estava sempre presente mas de outra forma, talvez mais exagerada. Como deve ser vivida a vida? Acho que o exagero deve fazer parte, desde que exista respeito pelo mundo dos outros…

Não sei o que sou para mim, nem para os outros, talvez tudo menos o que eu sou mesmo… Ser um peixe é arriscado, ser um grande peixe é sermos nós mesmo, isso acho que sou…

Por um outro filme que já não esqueço. A quem pediu este texto, a quem me deu a ver o filme e a quem, ao contrário do contador de histórias, não consegue transmitir o que sente que inventem e enfeitem a vida com girassóis virados para o nosso sentido da vida: sermos felizes! Obrigado

Se vos sentir, sintam-me, se vos enfeitar, enfeitem-me…

Um louco…

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Doce e…

O que é a dúvida? Será que é quem dissipa a dúvida que a cria? Será que, duvidando da nossa existência, vale a pena acreditar nas dúvidas e assim aprender, dissipando-as? Num mundo onde cada dilema pode provocar o abismo, prefiro pensar e seleccionar as verdades…

À pergunta, simples e clara, “qual é o contrário de doce?”, reparo na dúvida que existe de quem duvida. Apenas porque a pergunta foi feita e não pela pergunta em si, que até parece fácil! Já sei que pensaram numa resposta. E é…

À primeira impressão, e sem se pensar muito, responde-se prontamente: salgado! O contrário de doce é salgado. Mas eu discordo. E se eu disser: amargo? Como ficamos? O contrário de doce é salgado ou amargo? Três fundamentais paladares na vida: o doce, o salgado, e o amargo!

Quero o amargo para perceber que a vida nem sempre é como desejamos e nem sempre nos agrada. Que nem sempre somos quem somos e, por isso, erramos, aprendendo! Quero o amargo para chorar e pensar como cuspir da melhor forma o gosto azedo que atormenta até os peixes perdidos na poluição da nossa vida contaminada! O amargo sente-se quando me desiludo, quando enjoo só de pensar em bicos pontiagudos espetados num coração fraco, como o meu! Os enojados transformam-se em nojentos! Quero sentir o fel da dor e amar sem travões loucos e estúpidos. Depois de sentir o azedo da vida, gritar até me cansar para ouvir o meu eco, retribuindo: “Chega-te a mim e deixa-te estar”…   

Quero o salgado! Quero o salgado para que a loucura faça sentido nos outros, porque, em mim, já não há sentido sem loucura! Quero o salgado para sentir lá no fundo a comichão habitual de quem exagera, sente e brinca com o resto do mundo! Quero o salgado da agressividade! Não da violência, mas sim, da agressividade dura e pura de quem se liberta e cresce o máximo para ser visto! Quero o salgado para aprender a passar barreiras e ganhar os Jogos Olímpicos do Saber Viver. Porque eu não quero uma vida sem barreiras, eu quero uma vida ultrapassando: malditas barreiras, desagradáveis lombas, tristes paredes, nojentos limites…

Quero o doce! Quero saborear até dizer “chega”. Quero ser eu e poder dizê-lo, sem temer mordaças ou ideias sujas e infectadas pelo veneno da inveja! Não quero ser simpático, quero ser doce! Não quero agradar, quero ser doce! Não quero ser meigo, quero ser doce! Poder pensar que sou bem interpretado, sendo doce, é tão difícil. Quase sempre se pensa que existem segundas intenções, mas, para mim, só existe uma e não é segunda intenção, é a única intenção: ser doce! Quero ser doce como leite condensado espalhando-se na boca e tocando no coração! Quero derreter como o chocolate no quente de um peito que me agarra e me deixa sonhando com o doce… Quero ler e ouvir palavras conscientes que me façam sentir útil e me construam sendo um doce para quem me merece. Quero ser dono de palavras negras mas brilhantes para o papel se tornar mais vincado com, apenas, puro doce!

 Na mais fiel representação da loucura, no amor, encontramos tantos gostos perdidos. Três deles: o amargo, o salgado e o doce! Se alguém neste mundo amou, sentiu a vontade de vomitar o sentimento amargo de ser rejeitado ou de ser posto de lado. Se alguém neste muito amou, sentiu a loucura de lutar por qualquer aventura apaixonante, atirando-se de cabeça e não se arrependendo, nunca! Se alguém neste mundo amou, sentiu o verdadeiro doce da vida. Sentiu o que é ser agarrado e alastrado pelo céu, com apenas uma recta traçada no nosso horizonte. Foi feliz e fez alguém feliz! Quero chover e ser ensopado por todos os que me querem sentir. Se chover como chuva ácida que seja, que corroa quem me ignora. Se chover como chuva sobre um beijo marcante e sorridente, que eu seja a ternura que o preenche!

Quero ser amargo e salgado, crescendo e aprendendo a ser um doce amor!  

Sinto-vos. Sintam-me! 

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Um Tipo de Magia

Dentro da possibilidade de encontrar boas intenções num purgatório de paixões, eu posso dizer-te que sou um homem de sorte, pois faço parte dessa reduzida possibilidade… Uma vez tratada por Risquinhas, agora por aquilo que me fez recuperar uma felicidade solta lá atrás, perdida no tempo… Puro acaso, surgiu alguém diferente, que por ser tão diferente consegue compreender-me, até agora, melhor que ninguém. Melhor que todos aqueles que me conhecem cara a cara, sim, porque eu nunca estive com esta pedra preciosa, que de tão valiosa que aparenta ser lhe dou toda a atenção a que me obriga e me deixa maravilhado.

Posso escrever e não ser entendido, posso não ser quem sou, posso voar e não ter asas, mas mesmo assim aventurar-me a escrever neste mundo de palavras que, no fundo, parece um circo, um circo como nós… Onde há magia, divertimento, força, gargalhadas, inquietação, ternura e muito mais que quero descobrir. Conheço mil e uma genialidades, mas esta é feita pelos melhores génios do mundo, nós.

Todo este amor parece normal, não acontecesse a trezentos quilómetros entre nós, os génios… “Tenho tantos sonhos guardados, / Tenho tantas lembranças de ti, / Recomeço os planos adiados/ E começo a imaginar-te aqui”, penso neste excerto como meu, sinto-o, quero imaginar-te por perto, por perto de mim!

No silêncio desta noite reflicto o bem que já me fizeste, e quero, sem duvidar, que continuemos a ser uma união que não vamos esquecer. Uma união perfeita e que nos completa. Por todas as caminhadas que teremos de atravessar vamo-nos lembrar um do outro.

Por agora, és o brinde mais desejado e mais cobiçado por mim. Gosto de ti! Não te sei explicar… Talvez seja como uma rosa vermelha, onde cada pétala abre e me mostra um pouco de ti, que admiro muito. Desta vez, sinto que nada é banal, e que coincidências são resultados do destino, em que vamos acreditar. Vamos acreditar em nós, apenas em nós.

Costuma ser tudo tão banal, mas esta magia não é assim…




segunda-feira, 30 de março de 2009

Coração

Quero escrever sobre ti, e isso chega para pôr pausa no que estou a ouvir, no que estou a fazer, no que estou a pensar, mas não no que estou a sentir... Como deves saber e como já te disse: o coração guia-me. O coração é o meu GPS, aquele comando que se encontra dentro de nós e me leva onde quero, onde o sonho me leva sem eu estar à espera…

Muitas vezes é assim, sem esperarmos alguém nos bate à porta do coração e nós… O que fazemos? No início, perguntamos quem está a bater, depois procuramos a chave para poder abrir a porta, encontramos a chave, pensamos se abrimos ou não, a conversa do outro lado da porta começa a fundir as nossas ideias com sentimentos, e sem nos apercebermos, quando olhamos, temos a porta aberta… Costumo dizer que as pessoas são tudo, é com aquilo que as pessoas nos dão que nós aprendemos, crescemos, abrimos os olhos, prestamos mais atenção ao mundo e nos tornamos mais fortes. Assim, quando já temos a porta do nosso coração aberta, convidamos a pessoa a entrar, sentar-se e beber alguma coisa. Ela põe-se à vontade, nós tememos o desconhecido que existe nela, mas começamos a admirar cada gesto, cada palavra que vai deixando cada ventrículo batendo mais forte, e forte… E se a palavra me deixa desconcentrado, o silêncio ultrapassa a imaginação que corre a minha mente sem parar e receando tudo…

Parou. Tudo parou dentro do coração. Existe momentos em que tudo pára para percebermos o que aconteceu à nossa volta. A minha embriaguez por palavras e silêncios deixou-me sem noção do que aconteceu… Por isso, eu parei, respirei para recuperar e consegui. Escutei de novo e percebi a intenção de quem, entre pausas, falava e me tocava no espírito.

Porque é que me deixei intimidar por aquela criatura divina? Eu sei… e temo que, o que admita seja determinante, mas aquela pessoa conquistou-me. Desde do momento em que derreteu a porta do meu coração que percebi que algo de estranho estava para vir. Não sabia se era bom, mas agora suspeito e percebo que é muito bom.

Sei que o que nos espera pode ser especial, ou até pode não ser nada, mas eu quero que seja muito, não digo tudo, não quero criar ideias que depois deixem de fazer sentido… Mas comigo, entre o “ser ou não ser? Eis a questão”, tem que ser. Tem que ser, tem que existir, eu sinto que sim… Percebes? Acho que sim. Adoro-te e as palavras ajudam-me a transmiti-lo. Não me esqueças. Agora pergunto ao mar se faço como ele: se avanço e faço as maravilhas a quem me ama…

Mais uma vez, sinto-te, sente-me!

sábado, 14 de março de 2009

Que eu consiga manter as minhas palavras por muito tempo...


Quantas vezes errei e pedi perdão? Quantas vezes teimei sem ter qualquer razão? Quantas vezes te disse que te amava e sentiste que era verdadeiro o que dizia? Talvez por errar me envergonhe do que disse. Talvez por ser tão racional como tu, sinta que errei. Uma vez disseram-me: “se estiveres arrependido. Deus perdoa-te de tudo”. Feri sentimentos longos que um dia me fizeram viver, e agora reparo, sentimentos que terminando, apagam a última chama que me motiva a ser quem sou, sem nunca o negar! Posso ter errado mas negar o que sou, nunca o farei. E não quero que Deus seja o único a me perdoar, quero que tu me perdoes e sejas o que eu não fui, tolerante com quem me faz: rir, chorar, divertir, aventurar e mais que tudo, amar.

Não sei de que vale o meu arrependimento, apenas vale o que vale… Para mim, vale uma conciliação que depois deste erro pode permitir uma relação mais perfeita entre o nosso amor, se é que ele existe… Se não é amor isto o que sinto, então o que é o amor? Não duvides que, o sentimento que sinto agora rima com arrependimento. Talvez o arrependimento seja a chave das portas de todos os corações do mundo… Será que abre o teu? Como implorar o teu perdão? Amando? Já o fiz e faço! Consigo ter vergonha e arrepender-me, mas antes assim do que ter vergonha de não me arrepender. Será uma virtude dos mortais arrependerem-se? É possível, mas a maior virtude que tenho é amar-te. Agora, este amor corre pela minha cara em forma de lágrimas transparentes, que ao prová-las, provo o sal que me atormenta... Não tenho ninguém para me enxugar. Respiro fundo. Desejo-te mais que tudo. Quero-te! Perdoa-me porque de uma coisa eu sei: o amor ou não desculpa nada, ou desculpa parte do todo! Se me sinto culpado e reconheço profundamente todas as minhas culpas, sei que ninguém se sente tão mal do que eu, que me julgo muito pior…

Prova que todas as palavras, que por ti foram ditas são verdadeiras e ama-me perdoando quem mais te ama! Amanhã é outro dia. Adoro-te e não sou frívolo no que digo. Sinto-te… Sente-me.

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