terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Gostar de nós!

Acredito que cada vez mais as pessoas gostam menos de si próprias e preferem os outros! Diz-se que as pessoas olham muito para dentro de si e não vêem o mundo que as rodeia, pensando apenas no que lhes diz respeito. Discordo completamente. E acredito que cada vez gostamos menos de nós!

Às vezes, digo e oiço a frase: “cada vez gosto mais de mim”, expressão dita sempre que lamentamos uma atitude alheia… Confesso que gostava de a ouvir muitas mais vezes. Considero que começou a existir uma extinção de genuinidade essencial ao mundo que torna a vida muito mais digna de existir. Diminuiu a brincadeira, diminuíram os sorrisos e, pior que tudo, diminuíram os sorrisos quando se brinca. Porque é que não entendem que ninguém brinca sozinho? Porque é que pensam que, para manter respeito, é preciso sermos sisudos? Porque é que não sentem autêntico gozo ao repararem que os adolescentes brincam? Ou não sabem o que é brincar ou sentem mesmo inveja de não poder cometer os erros que se cometem numa idade como a nossa, apenas porque “parece mal”… Cometer os erros que nos fizeram felizes outrora é voltar a viver! E que se entenda bem a minha definição de “erro”. Neste contexto, são loucuras que, infelizmente, só existem quando estamos na bela mocidade e deixam de existir, mais uma vez, porque “parece mal”. Brincar sozinho nunca pode ser brincar. Brincar sozinho é uma forma de iludir a falta de brincadeira… Penso que a confusão persista entre “estar entretido” e “estar a brincar”, embora estando a brincar se está entretido, estar entretido não é sinónimo de estar a brincar. A diferença existe e é grande!

Não quero magoar os vossos olhos com a minha escrita, quero apenas que me compreendam! E, sinceramente, lamento que os trogloditas não tenham sabido rir! Seria, actualmente, tudo bem diferente. A sociedade toma tudo demasiado a sério, não consegue sentir que um sorriso enriquece muito mais um dia de alguém do que a seriedade arrogante que raramente é séria! Eis um outro problema: que seriedade é séria? A falsidade perdura como sempre nas mentes ostracizadas do mundo que se quer vivido. Li, uma vez, numa camisola de uma menina linda, que brincava alegre na praia, a seguinte expressão: “Love Who You Are” e nunca mais me esqueci da forma como ela, brincando, conseguia que o dia cinzento que estava se tornasse no melhor dia de praia do ano, pelo menos, para mim.

Gostava que cada vez mais as pessoas gostassem de si. Também sei que é preciso gostarem de nós para que isso aconteça, por isso, vamos gostar de pessoas! Que na escola se entenda que conciliar sorrisos com os jovens, esquecendo o “parece mal”, se consegue uma aprendizagem com muito mais sucesso. E uma escola será sempre melhor quando nela se ensinar a gostarmos de nós…

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