sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Frases Perdidas e Eu?

Perdido, além, voando… Com medos e sem ninguém! Embora sorrindo, sei saber porquê! Grito. Liberto-me com o quê? Com frases perdidas? Já experimentei. Não resulta! Frases perdidas que nos ajudam a sentir a vida com os cinco sentidos… Sentidos que tudo fazem para nos encontrarmos no nosso mundo.

Não tenho dúvida que os melhores remédios da alma são os cinco sentidos: o gosto, a audição, o olfacto, a visão e o tacto … Acho que cada um de nós tem uma preferência no sentido que melhor se adequa, mas quem é indiferente a um sabor divinal que nos apaixona e faz com que nos derretamos só com um leve toque de língua? Quem não gosta de música, seja para dormir, seja para acordar, seja para qualquer momento, até para os de silêncio? Quantos seres que, através de um simples cheiro, diferente do normal mas apetecível, se aproximam da sua fonte e vibram, subindo a outra dimensão mágica, que, boa ou má, nos faz nunca mais esquecer da dita essência? “Uma imagem vale mais que mil palavras”, será verdade? Talvez. A visão permite que tudo se torne bem mais real à nossa mente, que automaticamente transforma o que vimos em bom ou em mau… Nada melhor que ver e ter noção de toda a grandeza do bem e do mal de cada objecto e sentimento que nos rodeia! Por fim, o tacto… Quem não precisa de um abraço bem apertado? Quem esquece um beijo sentido e desejado através de lábios quentes e frios que, ao toque, se perdem e se deliciam com a diferença de temperaturas? …

Naturalmente e por regra, diabolizamos tudo aquilo que desconhecemos. O ser humano, embora tenha noção do perigo, aproxima-se da diferença. Parece que existe algo na diferença que desperta, inevitavelmente, atenção a quem, por norma, se interessa por tudo aquilo que não é tão provável como possamos imaginar. A diferença é o horizonte de muitos pioneiros.

Na natureza, onde tudo parece ser natural, existe uma fórmula que domina todos os sobreviventes deste mundo. Não existe melhor perspectiva dos cinco sentidos como na natureza. Um simples e maravilhoso pássaro mostra a música do seu cantar melodioso com a conjugação de cores bestiais entre as suas penas. Uma paisagem de verde esculpida em rocha por um vento de gladiador mostra o infinito que a nossa mente pode sentir quando quer sonhar…

Não é o pouco ou muito, é o pouco mas bem feito, ou seja, eu não tenho que pensar muito, mas quando pensar, pensar mesmo!

De repente, apetece-me perguntar-lhe o que é que ela quer? Que eu divida o coração em pequenos cubos doces, como chocolate? E que ela os coma um a um, deliciosamente? Nem pensar, não sou carne para canhão… Não vou cair nas mesmas frases perdidas que funcionam como resposta.

Que mundo longínquo do amor verdadeiro! Porque temem o tempo, as pessoas, os dois lados da rua, o que é verdadeiro? Todos querem brilhar, uns conseguem, outros não sabem conseguir… Não se sabem envolver nas paixões, combustões que dão origem a labaredas que endurecem o amor sentido para lá do que se vê. Óscar Wilde dizia: “… o fogo o que não destrói, endurece”… E como tantas outras vezes, tem razão. Pensando bem, ainda considero que muito difícil é esperar pelo tempo, ou seja, esperar pelo que não nos compete. Fácil é o tempo esperar por nós, é só querermos!

Se a culpa é da nossa vontade, não duvido! Se a culpa é da natureza, duvido!

Sentindo a natureza… Sintam-me!

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Por um filme: “O Diário da Nossa Paixão”


Final do filme! Bato palmas, assusto-me comigo! Porque comecei a bater palmas no final do filme? Estou em casa, sozinho, ninguém me ouve, os actores estão na televisão, também não me vão ouvir… O instinto do coração revelou-se nas palmas.

“O Diário da Nossa Paixão” ou, não ficaria melhor, “A Loucura da Nossa Paixão”? Amor e a loucura conjugam-se como duas mãos dadas uma à outra. Para além da loucura, que mais à frente explicarei, é de realçar que se trata do Primeiro Amor. Aquele amor que é o único que nos mostra o que é o verdadeiro amor. Pode ser que nos mostre muitos outros amores, como foi o caso, mas é o único, que não quer ser esquecido, nem negado. Como em tantas tragédias que conhecemos, o Primeiro Amor sofre, apenas por não poder continuar. Allie com dois amores, e com uma escolha a fazer, escolheu o primeiro, porque primeiro só há um! Allie pensa que tem várias escolhas, para mim, a escolha foi sempre uma única! E daí, vem este filme que incrivelmente, mostra que, o importante é nunca desistir. A naturalidade de Noah é nítida. Nunca deixou que, o que um dia prometera fosse esquecido!

A loucura pode ser um combinado de excentricidade com um amor à diversão, sem medo das consequências. Será o amor um acto de loucura? Parece que sim e eu não tenho dúvidas! Ser romântico é ser louco. É ser cavaleiro numa batalha e dançar com o cavalo invés de lutar pela pátria. É ter consciência que posso ser feliz. É fazer. É desfazer. É mostrar que não temos vergonha do que somos e, muito menos, de o mostrar. É conhecer-nos. Estar a ouvir musica e libertar-nos, como pássaros, ao som dela. É escrever e pensar que quem lê as nossas palavras sentirá tudo, menos o que estamos a sentir. É ser livre. Allie não era livre, mas o amor e a loucura conseguiram criar a metamorfose necessária! A loucura presente em Noah é fundamental para o filme: saltar para a roda, na feira e poder morrer; sair do autocarro em andamento por ter vislumbrado ao longe a sua Allie; por acreditar que passados tantos anos Allie voltaria à casa que tinha pedido; por precisar de dinheiro e nunca ter vendido a casa que construiu…

A beleza dos príncipes, Allie e Noah, o encanto e a magia da sombra da lua no lago que tanta tranquilidade nos transmite. O maravilhoso piano que com o cuidado dos dedos delicados de Allie, nos promete um “Até Depois!”. Cada pormenor para o amor estar no trono ao lado da loucura!

Nada mais bonito que os beijos que vemos neste filme. Puro amor transmitido a quem vê o filme… A fluidez da nudez, que de tão quente, parece magma de um vulcão. Vulcão este, que é o coração de Allie e Noah, coração que entra em erupção quando o amor se sente no auge, no topo dos topos, em primeiro lugar! Coração que com temperaturas tão elevadas se faz derreter por si mesmo, e assim, é possível o grande amor, o Primeiro Amor dos dois! Talvez por ser o primeiro amor de ambos, que eles conseguem lutar por tudo!

Admiro a atitude do pai de Noah, vendera sua casa para ajudar o filho a reconstruir um sonho. Generosidade que Noah herdou, sendo sempre generoso para si mesmo, acreditando que um dia teria Allie de volta. Basta um beijo, louco e cru, para mostrar o nu da paixão nítida e magnífica que a história nos dá! Sempre considerei as aves o símbolo do amor. No filme podemos ver as aves durante o pôr-do-sol, durante o passeio de barco de Allie e Noah. Tudo tão perfeito. Até a dor é perfeita, amor que é amor tem que se sentido seja sofrido ou mais alegre, mas para um dia, ter pleno e saudável amor, temos que sofrer para aprender a amar! Frases como: “Amei alguém com todo o meu coração e com toda a minha alma”, “Amo-te. Sabias?”, “mal sai do hospital e tenho saudades dela” ou ainda, “A vossa mãe é a minha casa” são tão doces de ouvir que criam um ambiente perfeito quando vimos este filme. O amor foi muitas vezes condicionado, inicialmente pelos pais de Allie, depois pelo noivado criado entre Allie e Lon Hammond Jr. E por fim, no final da história, pela doença crónica de Allie… O amor ainda é representado pela insistente dança, pelo passeio de barco que transforma a ideia de Veneza muito mais natural.

Terminando, as últimas cenas são de profunda sensibilidade, o amor parece enaltecer quando é representado pelas personagens mais velhas e perceber que o amor é exactamente o mesmo, apenas passaram muitos anos, é maravilhoso. Creio que o milagre esperado foi conseguido através de tal amor mágico. A minha cena de eleição é no barco, quando o sorriso de ambos cresce e a chuva cai pesadamente sobre os rostos alegres…

Será um dos filmes da minha vida, não tenho dúvida. Aconselho verem, a quem gostar de uma deliciosa história de amor e a quem não gostar, aconselho a verem, por uma história de pura loucura apaixonante. Sem nenhum esquecimento…

“Até Depois”…

domingo, 6 de setembro de 2009

Por um filme: "O Grande Peixe"


Persistente, conseguiu! Depois de tanta pressão conseguiu que eu tivesse mais uma aula, ou melhor, aprendesse com um grande filme, que de grande tem tudo, até o título: Big Fish, O Grande Peixe! É este o filme de que vos vou falar…

Apaixonante *.*, Assustador, estimulante, intrigante, com suspense, inteligência , muito exagero e fantasia que é suficiente para transformar várias vidas dentro e fora da historia do filme. Devo um obrigado à persistente, ela sabe quem é =P, estou muito agradecido, e fica descansada que foi uma pressão excelente, pelos vistos, ainda há boas pressões …

Podia falar outra vez da importância da loucura e conseguir conjugá-la com a perfeita fantasia existente no filme, mas quero pensar na fantasia conjugada com a realidade. No filme reparo em muitos pormenores fundamentais e interessantes.”Um peixe será grande se crescer num lago grande mas, será pequeno se crescer num lago pequeno”, esta afirmação diz muito do que se passa em Portugal. Quantas vezes não ouvimos, “se tivesse nascido noutro país era conhecido em todo o mundo, nasceu em Portugal é o que é…”? Mas ainda posso lembrar esta outra frase: “peixe grande em lago pequeno não se deixa apanhar”, para mim, e neste caso, penso que o pensamento mais fácil seja: grande é um perfeito sinónimo de inteligente. Entendo que alguém bem grande, que tenha uma personalidade gigante e muito digna, sem nada a temer, dentro de um aquário minúsculo, onde todos o querem comer e não conseguem devido à perícia que naturalmente dispõe.

É impressionante como em tantos filmes a mensagem primordial é apenas uma: “o segredo está no acreditar”… O belo contador de histórias acreditava que se a fantasia fizesse parte da sua vida, tudo o que fosse fantasia aos olhos de outros, para ele seria realidade fundamental para viver. Para triste basta a vida, enfeitá-la a nós nos diz respeito. Poucos têm a capacidade de transmitir sensações distantes e diferentes e ao mesmo tempo acreditar realmente no que se diz, porém, o veterano génio contador de histórias tinha essa capacidade.

Tenho a certeza que o que nos falta muitas vezes é confiança. É o acreditar que tudo pode ser possível que resolve sempre o nosso mundo.

A verdade, às vezes, está a mais… Por vezes a verdade não ajuda, a verdade não tem que ser obrigatoriamente nossa, e para viver, às vezes a verdade está a mais… No filme, a verdade estava sempre presente mas de outra forma, talvez mais exagerada. Como deve ser vivida a vida? Acho que o exagero deve fazer parte, desde que exista respeito pelo mundo dos outros…

Não sei o que sou para mim, nem para os outros, talvez tudo menos o que eu sou mesmo… Ser um peixe é arriscado, ser um grande peixe é sermos nós mesmo, isso acho que sou…

Por um outro filme que já não esqueço. A quem pediu este texto, a quem me deu a ver o filme e a quem, ao contrário do contador de histórias, não consegue transmitir o que sente que inventem e enfeitem a vida com girassóis virados para o nosso sentido da vida: sermos felizes! Obrigado

Se vos sentir, sintam-me, se vos enfeitar, enfeitem-me…

Um louco…

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