Quero escrever sobre ti, e isso chega para pôr pausa no que estou a ouvir, no que estou a fazer, no que estou a pensar, mas não no que estou a sentir... Como deves saber e como já te disse: o coração guia-me. O coração é o meu GPS, aquele comando que se encontra dentro de nós e me leva onde quero, onde o sonho me leva sem eu estar à espera…
Muitas vezes é assim, sem esperarmos alguém nos bate à porta do coração e nós… O que fazemos? No início, perguntamos quem está a bater, depois procuramos a chave para poder abrir a porta, encontramos a chave, pensamos se abrimos ou não, a conversa do outro lado da porta começa a fundir as nossas ideias com sentimentos, e sem nos apercebermos, quando olhamos, temos a porta aberta… Costumo dizer que as pessoas são tudo, é com aquilo que as pessoas nos dão que nós aprendemos, crescemos, abrimos os olhos, prestamos mais atenção ao mundo e nos tornamos mais fortes. Assim, quando já temos a porta do nosso coração aberta, convidamos a pessoa a entrar, sentar-se e beber alguma coisa. Ela põe-se à vontade, nós tememos o desconhecido que existe nela, mas começamos a admirar cada gesto, cada palavra que vai deixando cada ventrículo batendo mais forte, e forte… E se a palavra me deixa desconcentrado, o silêncio ultrapassa a imaginação que corre a minha mente sem parar e receando tudo…
Parou. Tudo parou dentro do coração. Existe momentos em que tudo pára para percebermos o que aconteceu à nossa volta. A minha embriaguez por palavras e silêncios deixou-me sem noção do que aconteceu… Por isso, eu parei, respirei para recuperar e consegui. Escutei de novo e percebi a intenção de quem, entre pausas, falava e me tocava no espírito.
Porque é que me deixei intimidar por aquela criatura divina? Eu sei… e temo que, o que admita seja determinante, mas aquela pessoa conquistou-me. Desde do momento em que derreteu a porta do meu coração que percebi que algo de estranho estava para vir. Não sabia se era bom, mas agora suspeito e percebo que é muito bom.
Sei que o que nos espera pode ser especial, ou até pode não ser nada, mas eu quero que seja muito, não digo tudo, não quero criar ideias que depois deixem de fazer sentido… Mas comigo, entre o “ser ou não ser? Eis a questão”, tem que ser. Tem que ser, tem que existir, eu sinto que sim… Percebes? Acho que sim. Adoro-te e as palavras ajudam-me a transmiti-lo. Não me esqueças. Agora pergunto ao mar se faço como ele: se avanço e faço as maravilhas a quem me ama…
Mais uma vez, sinto-te, sente-me!
