segunda-feira, 30 de março de 2009

Coração

Quero escrever sobre ti, e isso chega para pôr pausa no que estou a ouvir, no que estou a fazer, no que estou a pensar, mas não no que estou a sentir... Como deves saber e como já te disse: o coração guia-me. O coração é o meu GPS, aquele comando que se encontra dentro de nós e me leva onde quero, onde o sonho me leva sem eu estar à espera…

Muitas vezes é assim, sem esperarmos alguém nos bate à porta do coração e nós… O que fazemos? No início, perguntamos quem está a bater, depois procuramos a chave para poder abrir a porta, encontramos a chave, pensamos se abrimos ou não, a conversa do outro lado da porta começa a fundir as nossas ideias com sentimentos, e sem nos apercebermos, quando olhamos, temos a porta aberta… Costumo dizer que as pessoas são tudo, é com aquilo que as pessoas nos dão que nós aprendemos, crescemos, abrimos os olhos, prestamos mais atenção ao mundo e nos tornamos mais fortes. Assim, quando já temos a porta do nosso coração aberta, convidamos a pessoa a entrar, sentar-se e beber alguma coisa. Ela põe-se à vontade, nós tememos o desconhecido que existe nela, mas começamos a admirar cada gesto, cada palavra que vai deixando cada ventrículo batendo mais forte, e forte… E se a palavra me deixa desconcentrado, o silêncio ultrapassa a imaginação que corre a minha mente sem parar e receando tudo…

Parou. Tudo parou dentro do coração. Existe momentos em que tudo pára para percebermos o que aconteceu à nossa volta. A minha embriaguez por palavras e silêncios deixou-me sem noção do que aconteceu… Por isso, eu parei, respirei para recuperar e consegui. Escutei de novo e percebi a intenção de quem, entre pausas, falava e me tocava no espírito.

Porque é que me deixei intimidar por aquela criatura divina? Eu sei… e temo que, o que admita seja determinante, mas aquela pessoa conquistou-me. Desde do momento em que derreteu a porta do meu coração que percebi que algo de estranho estava para vir. Não sabia se era bom, mas agora suspeito e percebo que é muito bom.

Sei que o que nos espera pode ser especial, ou até pode não ser nada, mas eu quero que seja muito, não digo tudo, não quero criar ideias que depois deixem de fazer sentido… Mas comigo, entre o “ser ou não ser? Eis a questão”, tem que ser. Tem que ser, tem que existir, eu sinto que sim… Percebes? Acho que sim. Adoro-te e as palavras ajudam-me a transmiti-lo. Não me esqueças. Agora pergunto ao mar se faço como ele: se avanço e faço as maravilhas a quem me ama…

Mais uma vez, sinto-te, sente-me!

sábado, 14 de março de 2009

Que eu consiga manter as minhas palavras por muito tempo...


Quantas vezes errei e pedi perdão? Quantas vezes teimei sem ter qualquer razão? Quantas vezes te disse que te amava e sentiste que era verdadeiro o que dizia? Talvez por errar me envergonhe do que disse. Talvez por ser tão racional como tu, sinta que errei. Uma vez disseram-me: “se estiveres arrependido. Deus perdoa-te de tudo”. Feri sentimentos longos que um dia me fizeram viver, e agora reparo, sentimentos que terminando, apagam a última chama que me motiva a ser quem sou, sem nunca o negar! Posso ter errado mas negar o que sou, nunca o farei. E não quero que Deus seja o único a me perdoar, quero que tu me perdoes e sejas o que eu não fui, tolerante com quem me faz: rir, chorar, divertir, aventurar e mais que tudo, amar.

Não sei de que vale o meu arrependimento, apenas vale o que vale… Para mim, vale uma conciliação que depois deste erro pode permitir uma relação mais perfeita entre o nosso amor, se é que ele existe… Se não é amor isto o que sinto, então o que é o amor? Não duvides que, o sentimento que sinto agora rima com arrependimento. Talvez o arrependimento seja a chave das portas de todos os corações do mundo… Será que abre o teu? Como implorar o teu perdão? Amando? Já o fiz e faço! Consigo ter vergonha e arrepender-me, mas antes assim do que ter vergonha de não me arrepender. Será uma virtude dos mortais arrependerem-se? É possível, mas a maior virtude que tenho é amar-te. Agora, este amor corre pela minha cara em forma de lágrimas transparentes, que ao prová-las, provo o sal que me atormenta... Não tenho ninguém para me enxugar. Respiro fundo. Desejo-te mais que tudo. Quero-te! Perdoa-me porque de uma coisa eu sei: o amor ou não desculpa nada, ou desculpa parte do todo! Se me sinto culpado e reconheço profundamente todas as minhas culpas, sei que ninguém se sente tão mal do que eu, que me julgo muito pior…

Prova que todas as palavras, que por ti foram ditas são verdadeiras e ama-me perdoando quem mais te ama! Amanhã é outro dia. Adoro-te e não sou frívolo no que digo. Sinto-te… Sente-me.

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