sexta-feira, 30 de novembro de 2007

"Todas as cartas de amor são ridículas"

Todas as cartas de amor são

Ridículas.

Não seriam cartas de amor se não fossem

Ridículas.

Também escrevi em meu tempo cartas de amor,

Como as outras,

Ridículas.

As cartas de amor, se há amor,

Têm de ser

Ridículas.

Mas, afinal,

Só as criaturas que nunca escreveram

Cartas de amor

É que são

Ridículas.

Quem me dera no tempo em que escrevia

Sem dar por isso

Cartas de amor

Ridículas.

A verdade é que hoje

As minhas memórias

Dessas cartas de amor

É que são

Ridículas.

(Todas as palavras esdrúxulas,

Como os sentimentos esdrúxulos,

São naturalmente

Ridículas.)

Álvaro de Campos, Poesias

Anedota do Herman, rir+rir = ...

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

sábado, 10 de novembro de 2007

"Fala!"

Fala a sério e fala no gozo
Fá-la pela calada e fala claro
Fala deveras saboroso
Fala barato e fala caro
Fala ao ouvido fala ao coração
Falinhas mansas ou palavrão
Fala à miúda mas fá-la bem
Fala ao teu pai mas ouve a tua mãe
Fala francês fala béu-béu
Fala fininho e fala grosso
Desentulha a garganta levanta o pescoço
Fala como se falar fosse andar
Fala com elegância - muito e devagar.

Alexandre O'Neill, "No Reino da Dinamarca".

Cantar e Encantar!

Provérbios à portuguesa


Defeitos do meu amigo, lamento mas não maldigo.

Fala pouco e bem, ter-te-ão por alguém.

Quem seu amigo quiser conservar, com ele não há-de negociar.

Trabalhar para aquecer, é melhor morrer de frio.

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

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